31.7.07
29.7.07
Music in the Light
Music is the Sun
42St - Times Square
"New York is a woman"
"New York is a woman she'll make you cry and to her you're just another guy" - Suzanne Vega
No prédio da Time Warner
The Science of Sleep
Peguei numa locadora o filme "The Science of Sleep" (A Ciência do Sonho), do Michel Gondry, com Gael García Bernal e Charlotte Gainsburg. Adoro o Gondry, os clipes, a estética "infantil" dele, gosto inclusive muitíssimo de "Eternal Sunshine of the Spotless Mind". Só que acho que em "The Science of Sleep", ele erra a mão. Sabe aquela coisa programadamente fofa? No melhor estilo Amélie Poulin - que eu começo a desgostar tamanha "fofura"... Gael vive um ilustrador que se apaixona pela personagem de Gainsburg e imagina as situações ao lado dela em seus desenhos. Paralelo a isso, quer "firmar" sua arte em meio à cooptação da empresa em que trabalha.
26.7.07
Empire State Building
A.M.E.R.I.C.A.
That's Picasso
Filas, pessoas, pontos
25.7.07
Teto do Guggenheim
24.7.07
Pôr-do-sol no Metropolitan
Cabelo, cabeleira...
Hairspray - O Filme
Fui ver "Hairspray", o filme, na estréia mesmo, no Regal Cinemas, na Union Square, um cinema daqueles de três andares, enorme, com cadeira reclinável e tudo mais! Na bomboniére, tem até pizza e hot dog, ou seja, super America... O cinema estava lotadíssimo e minha amiga Analu disse uma coisa realmente certíssima: "Aqui em NY, se você tem a idéia de fazer alguma coisa, saiba que meio mundo de gente também terá a mesma idéia". O filme é ótimo. Tem muitas coisas melhores que a peça da Broadway: Michelle Pfeiffer (lógico!) é uma vilã impecável; Christopher Walken (como o pai da menina gordinha) também é mais legal; a própria atriz principal, no cinema, é mais novinha que a da Broadway - e eu acho mais apropriado. O que é bem melhor na peça é a "mãe" da gordinha: que no filme é feito por John Travolta (meio realista demais) e no teatro é vivido por um ator sensacional, que faz a linha "drag", como no original de John Waters - o papel era feito por Divine, fantástica! Acho que estréia no Brasil em setembro.
23.7.07
Rihanna na Times Square
Mais uma cena inusitada: tô andando, nem aí pro mundo quando ouço algo familiar. Era Rihanna cantando a música "Shut up and Drive". Olhei para cima, e ela estava inteira, no clipe exibido no meio da rua, em frente ao prédio da MTV. Isso foi momentos antes de eu assitir a Keyshia Cole! Olha que overdose de diva black!
Hairspray
Fui assistir ao musical "Hairspray", na Broadway, que vai bombar muito porque já estreou o filme inspirado na peça, com elenco absurdo, que inclui John Travolta, Christopher Walken e Michelle Pfeiffer. A peça é aquela coisa Broadway, it means, muuuita música, algumas boas, outras nem tanto. Mas, o que me fez adorar "Hairspray" foi uma certa atitude auto-irônica no texto que perpassou a encenação. A história é sobre uma menina gorda que tem o sonho de virar estrela de TV, na década de 60. Só que, nesta época, só brancos e magros participam dos programas. Ela, então, parte para uma série de "alianças" com negros e propõe um plano para sabotar e reivindicar a "diversidade" na televisão. É uma delícia.
17.7.07
Legalmente Loira
Depois de ter "me inserido" de cultura no Guggenheim, eis que o consumo me chama e eu vou assistir ao pocket show do musical "Legally Blonde", ou seja, "Legalmente Loira", na Virgin. Aliás, minhas férias foram mais na Virgin que em NY.
Guggenheim
Realmente, o Guggenheim é foda. Uma parte está em reforma, não dá para ver o prédio de fora (que tem uma forma cilíndrica, linda, todo branco). Cheguei lá cedo, tipo uma da tarde. Filas, filas. O ingresso é caro: US$ 18. Mas, vale a pena. O museu é naquele estilo low profile. A gente pode entrar com câmeras (fiz fotinhos ótimas), há muita coisa de arte contemporânea, logo, várias obras pelos corredores, sem aquela "tensão", por exemplo, do Metropolitan (com aquelas esculturas gregas de milênios e tal). Isso significa que o enviroment do Guggenheim é mais friendly. Baixei o podcast com o áudio-guia e turbinei meu Ipod. Entre uma música e outra, eu ouvia algumas explicações sobre as obras. Depois? Quer saber, fiquei só ouvindo as músicas e curtindo o clima. Vi Mondrian, László Moholy-Nagy, Picasso, Kandinsky, tudo tão próximo, tão assim, vou-ali-e-já-volto. A exposição central, "The Shapes of Space", tinha várias obras lembrando aquela premissa de Lygia Clark, a coisa do volume da cor, da luz. Sensacional.
16.7.07
Do You Know?

Pois é, é o Enrique Iglesias, na loja da Virgin, em Times Square, cantando "Do You Know", a música nova... Baixaria total. O povo berrando, as mulheres invandindo a área reservada, enfim, verão, calor, coisas do tipo. O mais legal foi ver duas chicas latinas gritando: "Enrique, Enrique, mirame, mirame"...
Lower Manhattan
Manhattan tem uns lugares incríveis. Adoro o B-side da ilha. Tipo: fiquei passado quando desci e fui andando por Lower Manhattan, a parte mais "embaixo" da ilha, cheia de armazéns, lugares vendendo peixe, me senti Robert de Niro, Al Pacino, uma coisa máfia, revólver, filme noir, coisas do tipo. Andar aqui tem esses insights fílmicos. Depois, cheguei em Wall Street, "poder e cobiça", lembrei logo de Michael Douglas, todo aquele povo engravatado, bolsa de valores, ai, ai...
The Nokia subject
Eu já tinha ficado passado com a loja da Apple na 5a. Avenida. Hoje, fiquei péssimo (it means "mais passado ainda") com a loja da Nokia. Detalhe: a Nokia é uma empresa finlandesa e no terceiro piso há celulares cravejados de diamantes, uma fortuna, uma fortuna. E olha que eu nem sou tão louco por gadgets...
"Other places makes me feel like a jerk!"
É aquele verso de Madonna: "I Love New York". Hoje, me senti um newyorker mesmo: almocei no Whole Foods, um supermercado todo orgânico, cheio de saladinhas, macarrõezinhos frios, sushis, enfim, delicioso. Fui para o primeiro andar, linda vista da Union Square, aquela praça absurda. Depois, desci, me sentei na praça, fiquei assim, só vendo o povo passando, Haagen Dasz na mão, água de lado...
Canal Street
É a 25 de Março de NY. Chama-se Canal Street e só tem oriental. Neusas ótimas: japo"neusas", chi"neusas", enfim, todas lá. A Mac Donald's tem cardápio oriental, a Burger King idem. Comprei mil "brebotes". O melhor são os vendedores oferecendo "rolex", "louis vitton", tudo baratinho, ten dollar, ten dollar, com aquele sotaque absurdo!
14.7.07
Judge Joe Brown
Fico obsessed com a TV americana. Sobretudo com um programa chamado "Judge Joe Brown" (Juiz Joe Brown), em que o povo vai brigar na TV por causas absurdas, como pagamento de condomínio, multa na rua e afins. Para mim, o melhor foi quando uma moça foi reclamar que comprou uma bolsa Louis Vitton na loja e ela enferrujou. A gerente da Louis Vitton deu toda uma nova coleção para a mulher que foi reclamar. O juiz Joe Brown, bem abusado, disse: "pronto, agora vão chover reclamações contra as lojas...".
Momentinho responsabilidade social
Fui ver o novo filme de Michael Moore, "Sicko", sobre o sistema de saúde americano. Confesso que nem sou muito fã dele, acho tudo "muito oprah" (no mal sentido, porque normalmente, amo Oprah), em que, inevitavelmente, se acaba como um reality show, com Michael Moore "salvando o mundo". Ok, essa é a retórica dele, essa é sua estratégia. Nesse novo filme, caralho, tudo isso se reverte para enfatizar o nefasto sistema de saúde americano. Moore consegue imagens fantásticas - e duríssimas - de pessoas expulsas dos hospitais americanos por não terem dinheiro para pagarem suas estadas. E, depois, vai ao Canadá, França, Inglaterra e Cuba para mostrar um sistema de saúde em que as pessoas não pagam por remédio, nem por internação. Tem aquelas "macaquices" típicas de Michael Moore, mas há uma mensagem humanitária muito legal, quando os americanos voluntários do 11 de setembro (todos com problemas respiratórios) vão se tratar no "país inimigo", Cuba. Arrepia porque, no fundo, é um filme sobre gente, sobre ser igual e sobre cuidado com o outro.
Nachos & thai
Não resisto: fui no C-Town, um supermercado aqui perto, comprei tortillas e um pote de queijo nacho apimentado! Me acabei... De sobremesa, um cookie instantâneo: você coloca água e ele, puf!, incha. Vem com uma calda de chocolate. No jantar, com as meninas, pedimos comida thai - how I love it! - e eu me joguei no curry (que eles comem como uma sopa). Foi um veneno de apimentado, mas delicioso...
12.7.07
O meu verso
"Now that it's raining more then ever /Know that we'll still have each other/ You can stand under my umbrella"
Suzanne Vega
Fui ao show de Suzanne Vega, no Highlights Ballroom, uma casa de shows nova perto do Meatpacking District - área super hype da cidade, cheia de bares e gente legal circulando. No palco, Suzanne é uma fofa. Conversa muito, tem uma voz que parece veludo de tão suave e cantou coisas lindas como "Caramel" - que ela disse ser uma música sobre desejo. Por falar em desejo, ela disse que, ao ler uma revista que falava que desejo era algo que alguém queria ver/ter e não se via/tinha, imaginou que o desejo de um pornographer é por roupas e gente vestida. Faz sentido.
Fotografia
Fui visitar o ICP, International Center of Photography, em Manhattan. Fantástico o lugar. Tinha duas expôs: uma sobre os negros norte-americanos e outra com um dos primeiros fotógrafos a usar colorido. O local possui duas galerias, uma lojinha, muitas salas de aula, laboratórios e ocupa dois prédios. É sensacional.
I pod, I-pod, Ipod
Pois é, Ipod é tabelado: o nano é US$ 149 e o vídeo é US$ 249. O paraíso. Fui na loja da Apple, na 5a Avenida e quase piro. Milhões de Ipods, Iphones e afins, assim, disponíveis, nas prateleiras para a gente mexer. Só de onda, num Iphone de demonstração, abri e deixei exposta a página da Folha de Pernambuco. De Agito.
M&M's
Mais uma piração american: a loja da M&M's. Sim, aqueles chocolatinhos. Uma loja imensa, três andares com cheiro de chocolate, M&M's à vontade e coisinhas para se comprar: camisetas, canetinhas, ímãs de geladeira, copinhos, enfim... Como eu sou fraco para coisa fútil, fiquei mal.
Fazendo Glenn
Não é só Michelle Pfeiffer que voltou. Glenn Close is back. Aparece numa série de TV chamada "Damage" e tem cartaz e outdoors em toda cidade. Ela gravou pertinho do trabalho de Analu e não deu para vê-la.
Stop Me
Eu estava passando pela rua quando vi um anúncio de Mark Ronson, the producer, na cidade. E, depois, chego na Virgin e tem o mesmo cartaz. Moral da história: era Mark Ronson discotecando de graça na loja. Fiquei passado, apesar dele ter colocado só músicas do CD "Versions", ou seja, coisa véia... Mas, a certa altura, eu já desatento e ele aparece com "Without You", de Christina Aguilera. E solta: "This girl is hot". Fiquei péssimo quando ele colocou "Stop Me". Aliás, eu e a torcida do Flamengo que estava na loja.
11.7.07
Finalmente choveu
Calorzão, daí chove. Gente e mais gente gritando: "Umbrellas!", "Buy umbrellas!". E eu quase peço: "Stop! In the name of Rihanna".
Splash it!
Imagina um bar em que nos telões são exibidas cenas clássicas de filmes musicais... Imagina o público cantando junto... Imagina o povo vi-dra-do nas coreografias. Isto foi o Splash, na festa "Musical on Mondays". Too fun!
Hasta la vista, Michelle
Força, Angelina!
Fui ao cinema dar uma força para a Angelina Jolie. O filme é "A Mighty Heart" e conta a história de um jornalista americano que foi esquartejado por terroristas no Paquistão. Angelina vive a mulher do cara, que narra a história. O filme lembra muito "O Jardineiro Fiel", mas, é fato, Angelina Jolie arrasa. E o marido dela, Brad Pitt, produz o filme. Estão falando em Oscar. Sei não.
Things about Keyshia

Eu sempre lembrei de Keyshia Cole ruiva, com uma mecha loira. Mas, ela apareceu no open stage, em Times Square, loira. O open stage é um palco em que se gravam performances ao vivo para serem apresentadas na MTV americana, durante o verão. Ela cantou "Let it Go", o novo single e mais "Love" e "I Should Have Cheated". O melhor foi quando pediram para ela cantar "Last Night" - a faixa mais legal dela - e Keyshia, bem grossa, disse: "There's no sample of this song". Foi no intervalo.
Calor, calor, calor
Calor em farenheit é estranho: tudo em dobro. Parece que a sensação térmica é de 90 graus celsius. Mas, é 90 farenheit. Andar na rua é um tormento. Os dias estão quentes e sem sombras. Tanto prédio vertical deixa tudo com cara de estufa. Times Square, meio-dia, parece o meu microondas. Eu me sinto girando no prato.
Air train
No Aeroporto de Newark, tem o Air train: um trem que sai de dentro do próprio terminal e deixa a gente na estação do New Jersey Transit. Peguei o trem para a Penn Station em Manhattan e um drama: eu não lembrava como se liga nos Estados Unidos. Tem que colocar o 1, depois o código da cidade, depois o número, depois colocar uma moeda de 25 cents - que eu troquei com umas africanas ótimas numa Starbucks Coffee no aeroporto. Enfim, depois de alguma aflição, consegui falar com Analu. A gente se encontrou na 14 street.
Immigration
Antes de viajar, tirei a barba. Fiquei com medo: meu american visa (ele: o visto) trazia uma foto minha sem barba. Achei que daria pinta de terrorista se estivesse barbado. Foi tranqüilo na imigração. Bem, nem tanto: eu estava levando salgadinho de queijo para Analu. E salgadinho de queijo, a depender do queijo, pode ser droga. É o que acharam. Mas, eu falei para o agente de imigração que era apenas lanche meu. Detalhe: tinha uns dez saquinhos de salgadinho. Being fat helped me.
Under my umbrella
Fui a viagem toda, do Rio a New York, com Rihanna na cabeça: "under my umbrella". Proteção talvez. Estava sozinho no avião, madrugada, cadeira que não reclina - foi acidental, mas o vôo estava cheio. No Panamá, conexão para Newark, aeroporto que fica em New Jersey, do lado de New York. Peguei um Continental caindo aos pedaços. Aerovelhas servindo sanduíche de queijo com bacon. Quer coisa mais american? Foi meu cartão de visitas nos EUA.
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